AE BRASIL: Boliviana que questionou plano de voo da LaMia procura proteção no Brasil

Boliviana que questionou plano de voo da LaMia procura proteção no Brasil

PAULO LISBOA/GETTY IMAGES

A funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia (Aasana) Celia Castedo Monasterio, que questionou o plano da companhia aérea Lamia antes do acidente na Colômbia, chegou ao Brasil onde estuda pedir algum tipo de proteção, como refúgio ou asilo.

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) de Corumbá confirmou nesta terça-feira que Celia Castedo Monasterio se apresentou ontem na sede do órgão na cidade para se informar sobre como poderia receber ter proteção no Brasil.
A notícia foi revelada primeiramente pelo site GloboEsporte.com.
"A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República vai solicitar aos órgãos federais competentes as medidas cabíveis, conforme as normas internacionais e o direito brasileiro", informou o órgão em comunicado.
Nem o MPF nem o advogado que acompanha Celia informaram as razões específicas que levaram à funcionária a buscar auxílio no Brasil.
O comunicado apontou apenas que o Ministério Público da Bolívia suspendeu Celia por suposta negligência, após acusá-la de "descumprimento de seus deveres" e "atentado contra a segurança dos transportes".
Celia fez várias observações sobre o plano de voo da Lamia que caiu no dia 29 de novembro na Colômbia quando transportava jogadores e dirigentes da Chapecoense, além de profissionais da imprensa. Depois do acidente, ela apresentou um relatório alegando que suas observações não foram atendidas pela empresa e que, mesmo com os alertas, a Aasana autorizando o voo.
A boliviana sinalizou, por exemplo, que a autonomia de voo não era a adequada, que o relatório estava mal feito e que era necessário fazer mudanças. Sua principal observação foi sobre o tempo de voo previsto entre Santa Cruz e o Aeroporto de Medellín (4h e 22 minutos), que era o mesmo registrado para a autonomia de combustível da aeronave.
O avião caiu a poucos quilômetros da pista de aterrisagem em Medellín, depois que o piloto admitiu estar com problemas por falta de combustível.
Ao todo, 71 dos 77 ocupantes morreram.
Fonte: ESPN