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Piloto da LaMia já era processado e tinha mandado de prisão decretado

Reprodução

O piloto boliviano Miguel Quiroga, que comandava o avião da companhia aérea Lamia, que caiu na última terça-feira em viagem que levaria a delegação da Chapecoense à Colômbia, matando 71 pessoas, estava sendo processado na Bolívia e tinha ordem de prisão decretada por ter deixado a Força Aérea.

"O capitão Quiroga, que era o piloto do avião que se acidentou, estava sendo julgado pela Força Aérea Boliviana, inclusive tinha um mandado de prisão contra ele", afirmou nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Reymi Ferreira, segundo a agência "ABI".
De acordo com o ministro, Quiroga e outros quatro militares que deixaram a Força Aérea estão sendo processados por essa razão, mas conseguiram evitar a prisão apresentando recursos à Justiça.
"Eles receberam uma formação profissional, um investimento do governo, e, de repente, no meio de cumprir com o acordo de devolver esses conhecimentos e habilidades à Força Aérea e ao governo, preferem renunciar", explicou Ferreira.
De acordo com o ministro, os pilotos militares assumem o compromisso de não saírem da Força Aérea até cumprir os anos de serviço estipulados. Apenas casos excepcionais permitem a baixa. No de Quiroga, porém, não havia justificativa para a saída. Ferreira disse que a formação de um piloto da Força Aérea da Bolívia custa aos cofres públicos cerca de US$ 100 mil.
Fonte: ESPN
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Boliviana que questionou plano de voo da LaMia procura proteção no Brasil

PAULO LISBOA/GETTY IMAGES

A funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia (Aasana) Celia Castedo Monasterio, que questionou o plano da companhia aérea Lamia antes do acidente na Colômbia, chegou ao Brasil onde estuda pedir algum tipo de proteção, como refúgio ou asilo.

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) de Corumbá confirmou nesta terça-feira que Celia Castedo Monasterio se apresentou ontem na sede do órgão na cidade para se informar sobre como poderia receber ter proteção no Brasil.
A notícia foi revelada primeiramente pelo site GloboEsporte.com.
"A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República vai solicitar aos órgãos federais competentes as medidas cabíveis, conforme as normas internacionais e o direito brasileiro", informou o órgão em comunicado.
Nem o MPF nem o advogado que acompanha Celia informaram as razões específicas que levaram à funcionária a buscar auxílio no Brasil.
O comunicado apontou apenas que o Ministério Público da Bolívia suspendeu Celia por suposta negligência, após acusá-la de "descumprimento de seus deveres" e "atentado contra a segurança dos transportes".
Celia fez várias observações sobre o plano de voo da Lamia que caiu no dia 29 de novembro na Colômbia quando transportava jogadores e dirigentes da Chapecoense, além de profissionais da imprensa. Depois do acidente, ela apresentou um relatório alegando que suas observações não foram atendidas pela empresa e que, mesmo com os alertas, a Aasana autorizando o voo.
A boliviana sinalizou, por exemplo, que a autonomia de voo não era a adequada, que o relatório estava mal feito e que era necessário fazer mudanças. Sua principal observação foi sobre o tempo de voo previsto entre Santa Cruz e o Aeroporto de Medellín (4h e 22 minutos), que era o mesmo registrado para a autonomia de combustível da aeronave.
O avião caiu a poucos quilômetros da pista de aterrisagem em Medellín, depois que o piloto admitiu estar com problemas por falta de combustível.
Ao todo, 71 dos 77 ocupantes morreram.
Fonte: ESPN
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Após denúncia, STJD pede esclarecimentos sobre o caso Victor Ramos


Em sua terceira passagem pelo clube, Victor está no Vitória desde fevereiro de 2016. | Foto: Francisco Galvão/EC Vitória 

Por Lilian Moraes

A polêmica envolvendo Victor Ramos, Vitória e Inter está longe de ter fim. Nesta segunda-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportivo (STJD) entrou em contato com a CBF e com o Vitória através de um oficio, pedindo esclarecimentos sobre a suposta inscrição irregular do jogador. Após os pronunciamentos, a entidade irá decidir se vai ou não arquivar o caso.

Agora, cabe ao Departamento de Registros da CBF e ao Leão explicar a situação do atleta no prazo máximo de dois dias. O clube gaúcho alega que o Vitória utilizou o jogador de forma irregular em 26 partidas do Campeonato Brasileiro e solicita que a suposta infração seja enquadrada no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

O que exatamente o Inter denuncia?

Em sua queixa o Colorado diz ter provas que existem irregularidades na transferência de Ramos após o término de seu empréstimo para o Palmeiras – clube que atuou em 2015. O atleta tem seus direitos ligados ao Monterrey, do México e na ocasião estava registrado no TMS (Transfer Matching System) da FIFA como jogador do time paulista, ou seja, a transferência para o Vitória teria sido realizada sem seguir as ordens recomendadas para uma transação internacional.

Dentro das leis, o vínculo de Victor com o Palmeiras terminou em 31 de dezembro de 2015 e já em 1º de fevereiro de 2016 teve contrato assinado com o Vitória. Em janeiro deste ano, Ramos não foi registrado novamente no México, o que caracteriza uma transferência legal, porém, como o contrato com o Palmeiras já havia se encerrado, dentro das recomendações do sistema TMS, o procedimento de transição do jogador para o time baiano deveria ter sido feito pelos mexicanos.

Um dos argumentos do clube gaúcho é a carta da FIFA de 24 de maio deste ano enviada ao diretor de registros da CBF, onde consta que o uso do TMS (sistema de transferências da FIFA) é indispensável e transações internacionais.

Em contrapartida, A CBF reforça que não existe irregularidade na inscrição de Victor Ramos, no entanto, Reinaldo Buzzoni, afirma que o procedimento não foi o correto, mas diz que se existe algum erro é pela falta do ITC (certificado internacional de transferência), o que não é o caso.

- Não tem nada irregular. Se existe irregularidade na transferência internacional quem tem que julgar é a Fifa. No Brasil não tem nada errado. O Vitória não fez nada errado – relata Buzzoni.


No primeiro parágrafo em destaque, o trecho do documento da FIFA confirma a importância do uso do TMS. | Foto: Reprodução

O caso não é novidade para o judiciário desportivo, a primeira divergência sobre o assunto aconteceu durante a disputa do Campeonato Baiano deste ano, na época, o Flamengo de Guanambi entrou com uma ação onde pedia a exclusão do Leão do estadual por que em caso de transferência internacional, os atletas devem ter o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol até 16 de março, Victor apareceu com o nome publicado só dois dias depois.

Caso seja punido, o time baiano perderia 72 pontos (3 por jogo) referentes as 24 partidas em que o defensor foi escalado durante o campeonato nacional.

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LaMia divulga comunicado de lamento uma semana após acidente

Comunicado divulgado pela LaMia
(Foto: Reprodução TeleMedellín)
A LaMia Aviation Business, empresa responsável pelo voo da Chapecoense que se acidentou perto de Medellín, na Colômbia, divulgou um comunicado de lamento nesta segunda-feira - uma semana depois da tragédia que deixou 71 vítimas fatais, incluindo jogadores, membros da comissão técnica e jornalistas. Na nota, que não é assinada por um responsável específico, a empresa expressa "sentimento de dor".
- LaMia Corporation S.R.L expressa profunda tristeza pela perda de seus passageiros e colegas no voo LM 2933 em 28 de novembro de 2016 próximo a Medellín, Colombia. Nossos pensamentos e preces estão com as famílias daqueles que perderam pessoas amadas, assim como os que sobreviveram à tragédia e pelos quais rezamos por uma pronta recuperação - diz a nota, publicada por diversos veículos da imprensa colombiana.
A empresa - que tinha como um dos sócios o piloto Miguel Quiroga, um dos mortos no acidente - afirma estar colaborando para as investigações sobre as causas da tragédia, que vem sendo conduzidas na Bolívia e na Colômbia. A versão com mais força até agora é a de pane seca, causada por falta de combustível - uma vez que a autonomia da aeronave utilizada era praticamente igual à distância entre Santa Cruz de La Sierra e Medellín.
- Nós faremos o que for possível pelo bem-estar de todos que foram afetados. Neste momento a LaMia está trabalhando junto à investigação do acidente na Colômbia e com as autoridades relevantes na Bolívia e em outros lugares para que possamos entender propriamente a causa desta tragédia. Nós devemos fazer novos pronunciamentos com o desenvolvimento do caso - encerra o comunicado.
Fonte: Globo Esporte
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''Seja campeão por eles": entenda a surpresa que o roupeiro da Chape havia preparado para o elenco

A imagem triste mostra cartazes de motivação em meio aos destroços na Colômbia. As fotos dos membros da delegação ao lado de seus familiares pedia: ''Seja campeão por eles''. Por mais que pareça um material de preleção, quem estava por trás daquele gesto era um roupeiro. Uma das vítimas da tragédia, Anderson Donizete preferia ser conhecido apenas por Cocada. Apelido tão carinhoso quanto suas atitudes. Fazia tempo que o funcionário gastava dinheiro do próprio bolso para deixar vestiários de diversas cidades mais acolhedores para o seu time. Ele gostava de fazer e dar surpresas. A última e mais emblemática, no entanto, não chegou a ser entregue.

Seus amigos próximos tinham as ferramentas que Cocada precisava para entregar um trabalho muito além do necessário. Para cada jogo como visitante, ele levava painéis com nomes e fotos de cada um dos atletas para pendurar na parede. Pedro, o parceiro e ajudante do roupeiro nessas missões, revelou a história. Mas não quis aparecer ou divulgar seu trabalho: ''Quero contar em forma de homenagear o que ele fez e ninguém viu''.

ACIDENTE No vale de cerro gordo colombia chapecoense FolhaPress1 (Foto: adriano vizone/folhapress)Cartazes de motivação em meio aos escombros (Foto: Adriano Vizone/Folhapress)



Acostumado a fazer cartazes para o time, Cocada queria algo diferente em 2016. A Copa Sul-Americana pedia mais. Uma competição internacional em que a Chape sempre soube, desde o começo, que podia ir longe. No torneio, os painéis tinham de ser novinhos e estilizados, com o nome da competição em cima. Desde o jogo contra o Cuiabá até a semifinal, lá estavam eles. Feitos por Cocada, novamente com ajuda do amigo Pedro.

Material gráfico feito pelo ropeiro Cocada, Chapecoense (Foto: Arquivo pessoal)Material gráfico feito pelo roupeiro Cocada, Chapecoense (Foto: Arquivo pessoal)
Os banners feitos por ele foram entregues aos parentes das vítimas no velório da Arena Condá. Cada família circulou pelo gramado carregando o seu. Um gesto que, de certa forma, representa muito para as pessoas próximas do roupeiro que jamais pediu reembolso ao clube pelo trabalho extra. Ele nem queria, fazia de forma genuína.

Mas a grande final merecia algo diferente para tocar aquela equipe no vestiário em Medellín. Novamente com a ajuda do trabalho do amigo Pedro, os cartazes teriam um toque todo especial, com as fotos dos familiares de todos os membros do time e da comissão técnica. Foi um trabalho árduo, feito com ajuda das redes sociais e do marketing do clube. Mas tudo ficou pronto antes da viagem. Em cima de cada foto, haveria ainda outro painel com uma pergunta: "Vamos ser campeões?".

Além disso, mesmo sem o conhecimento da comissão técnica, Cocada pediu ao amigo para confeccionar ainda um outro cartaz motivacional que dizia: "Alguns contam lendas, outros contam histórias, mas nós a fazemos".
Por trás daquela foto entre os destroços havia muito mais do que motivação. Havia um apaixonado pela profissão e que aprendeu a amar a Chapecoense e a cidade de Chapecó. Cocada, desta vez, conseguiu ter sua própria homenagem. Pedro, o amigo que ajudava na confecção, o surpreendeu e fez um dos painéis com seu nome e foto. Algo que ele deixou em casa antes da viagem. 
Durante o velório na Arena Condá, no sábado, uma das muitas faixas chamou atenção. Ela dizia: ''Do roupeiro ao presidente, obrigado Chape''. Eis uma ótima oportunidade para agradecer um dos elos deste grupo. Anderson, o Cocada, não entregou sua surpresa aos heróis da Chapecoense, mas deixou sua história para contar.
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"Ele não é um assassino", diz viúva de piloto da LaMia

Reprodução TV

Viúva de Miguel Quiroga, piloto do avião da LaMia que levava a delegação da Chapecoense em convidados a Medellín, Daniel Pinto afirmou em entrevista concedida à TV Globo que o aviador jamais colocaria a vida de todos em risco.

A declaração foi dada em reportagem veiculada no programa Fantástico, neste domingo.
De acordo com ela, Quiroga estava capacitado para desempenhar sua função e fazia cursos a cada seis meses para se manter atualizado.
Abalada pelo ocorrido, ela diz entender a dor de todos com a tragédia."Ele levava a aviação muito a sério, voar era sua paixão. Eu entendo o horror de todos. Também perdi o meu marido, também tenho filhos. Eu entendo a dor de todas as pessoas, mas meu marido nunca colocaria por vontade própria a vida de ninguém em risco. Meu marido era um homem responsável, que amava o que fazia. Não era uma pessoa má, não é um assassino", declarou.
Quiroga foi enterrado na sua cidade natal, Cobija, na Bolívia, que faz fronteira com o Acre. Ele foi uma das 71 vítimas do desastre aéreo ocorrido na madrugada brasileira de terça-feira (29/11). 
Fonte: ESPN
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Prefeito de Chapecó detona Inter: "Clube grande com direção de várzea"

REPRODUÇÃO ESPN
O Internacional segue colecionando críticas. Depois de ser atacada pela própria torcida, a diretoria do clube ouviu mais palavras pesadas, desta vez de Luciano Buligon, prefeito de Chapecó.

"O Internacional é um clube grande com pequenos administradores. O Fernando Carvalho é um dirigente de várzea dirigindo um clube grande. O Inter tem direção de várzea, amadora. Tem uma bela torcida, muitos sócios e um dirigente de várzea. Ele foi muito inoportuno", disse em entrevista ao UOL Esporte.
Toda a revolta com o Internacional começou na quarta-feira, quando o vice de futebol colorado Fernando Carvalho comparou a tragédia da Chapecoense com a ‘tragédia particular' do Inter e disse que o clube seria prejudicado pelo adiamento da última rodada do Campeonato Brasileiro.
Depois, o próprio Carvalho tentou se desculpar. O presidente Vitória Píffero também se manifestou e falou em não jogar a última rodada - contando com o apoio público dos jogadores colorados. O problema é que ele mesmo sinalizou para um ‘campeonato incompleto', o que poderia acabar salvando o Inter.
"O sentimento é que não poderia mais ter futebol em 2016. Mas, evidentemente, ficamos sujeitos às ordens da CBF. A proposta é não ter mais futebol em 2016. Como fazer, o que fazer, eu não sei. Essa proposta é por absoluta falta de condições emocionais", começou.
"Não estou abrindo mão de nada, estou colocando um sentimento. O campeonato estaria incompleto", completou, dizendo que não abriria mão da permanência na primeira divisão. Nesta sexta, os mesmos jogadores vieram à público de novo para tentar esclarecer que a posição deles não é essa e até ‘aceitaram' o rebaixamento caso a última rodada da competição não fosse disputada.
No sábado, foi a vez de a própria torcida colorada protestar com uma faixa no treino. "Força, Chape. Clube grande, diretoria pequena. Na A ou na B estaremos contigo. Cala-te, Píffero".
Ainda não há nenhuma definição oficial sobre o que vai acontecer. Por enquanto, a última rodada do Campeonato Brasileiro está marcada para o dia 11 de dezembro. O Inter, que duela ainda com o Fluminense, é hoje o primeiro time dentro da zona de rebaixamento, com dois pontos de desvantagem para o Sport, seu principal rival contra a degola. Os colorados, portanto, não dependem apenas de si para se salvarem.
Paralelamente a tudo isso, o Inter ainda protocolou no STJD um recurso para tirar pontos do Vitória, por escalação irregular do zagueiro Victor Ramos.
Fonte: ESPN
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Conselheiro do Fla reprova homenagem à Chape com escudo na camisa

A homenagem programada pelo Flamengo à Chapecoense encontrou um opositor. O conselheiro Eduardo Vinicius contestou a impressão do clube catarinense no uniforme da equipe que no próximo domingo enfrenta o Atlético-PR, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Ele se baseia no Manual de Uniformes de Competição do clube.
O artigo 5.1 inciso D explica que não permitido ao Flamengo incluir emblemas ou sinais de outros clubes na sua camisa.
Escudo da Chape estará na camisa do Fla domingo (Foto: Divulgação)
- Eu acho que havia inúmeras formas de homenagear a Chapecoense, principalmente pelo momento. Mas já fizeram homenagens em braçadeiras de capitão, por exemplo. Sou contra a colocação do escudo porque isso não está de acordo com o manual. Colocar o escudo no uniforme é a maneira menos criativa possível - disse Eduardo Vinícius.
No entanto, na reunião do Conselho Deliberativo desta quinta-feira, uma das pautas será a votação dessa questão. O conselho tem soberania para abrir exceções caso haja maioria simples de votos. E a tendência é que a posição de Eduardo Vinícius seja minoria.
- O Flamengo exige que iniciativas como essa sejam submetidas ao conselho. Mas sentimos que a comoção no clube com a tragédia da Chapecoense é enorme, então deve ser aprovada. Será uma bonita homenagem do nosso clube - ressaltou Rodrigo Dunshee de Abranches, presidente do Conselho Deliberativo.
Embora conteste a inclusão do escudo da Chapecoense na camisa do Flamengo, o conselheiro Eduardo Vinícius deixou claro que é necessário respeitar a decisão da maioria na votação desta quinta-feira.
- O presidente do Conselho Deliberativo agiu de maneira correta e convocou a reunião para que o Conselho, que é soberano, tome uma decisão quanto à restrição feita pelo manual. A partir da revogação, a proposta de aplicação estaria dentro das normas, e provavelmente será aprovada. E que se respeite democraticamente o resultado - afirmou.
Além do escudo do time catarinense, será votada a impressão da palavra "Esplendor" na barra da camisa. Trata-se de referência ao hino oficial do clube.
"Ó glorioso verde que se expande / Entre os estados, tu és sempre um esplendor / Nas alegrias e nas horas mais difíceis / Meu furacão, tu és sempre um vencedor", diz o trecho inicial do hino.
Fonte: Globo Esporte
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Com apenas 15 anos, joia do Santos deve subir aos profissionais em 2017

Rodrygo pretende seguir o mesmo caminho de Neymar no Santos (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)



Destaque do sub-15, Rodrygo deve virar profissional do Santos em 2017. O atacante de apenas 15 anos agrada ao técnico Dorival Júnior, que quer promovê-lo ao longo da temporada. A ideia é que ele seja utilizado aos poucos, amadurecendo nas atividades com o elenco principal. 

Rodrygo vai fazer 16 anos em 9 de janeiro do ano que vem. O Peixe espera ele fazer aniversário para confirmar o primeiro contrato profissional (que só pode ser assinado aos 16). Seria a mesma idade com que Gabigol foi promovido, em 2013. 


A ideia do Santos, inclusive, é criar um plano de carreira para Rodrygo, como tem feito com jogadores nos quais vê potencial. A multa contratual do garoto de apenas 15 anos será alta, para dificultar a investida de outros clubes. Outros atletas do time sub-15 também são acompanhados de perto por Dorival Júnior e assinarão contrato profissional. 

O jovem, que aos 11 anos foi o jogador mais novo a assinar com a Nike, empresa de material esportivo (Neymar acertou com 13 anos), recebeu sondagens de clubes europeus, mas a sua família não pretende deixar o Brasil antes do garoto jogar pelo time principal do Peixe.  

O atacante é destaque da base santista desde que chegou para o time de futsal em 2011, após rápida passagem pelo São Paulo. Um ano depois, foi integrado ao sub-11, já no campo.

No estilo de jogo, Rodrygo se inspira em Neymar e espera seguir os passos do craque brilhou no Santos e hoje defende o Barcelona. Em entrevista ao GloboEsporte.com, o jovem disse que estaria preparado quando Dorival o chamasse. 

– É muito bom saber que Dorival e a comissão técnica do profissional me acompanham. Dá mais motivação para se destacar em cada treinamento. Sei que tenho muito a melhorar, mas quando ele precisar de mim, vou estar preparado – disse.

Fonte: Globo Esporte
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Atlético Nacional volta a campo e vence de forma heróica

REPRODUÇÃO/TWITTER

No primeiro jogo do Atlético Nacional desde a tragédia de terça-feira com a Chapecoense, o time de Medellín venceu o Millonarios de forma heroica por 3 a 0 na partida de volta das quartas de final do Campeonato Colombiano.

Na ida, fora de casa, o Atlético Nacional havia perdido por 2 a 1 e precisava vencer por dois gols para se classificar para a semifinal diretamente.
Antes mesmo da bola rolar, as homenagens às vítimas da tragédia de avião que culminou na morte de 71 pessoas (desde jornalistas a jogadores, dirigentes e comissão técnica da Chapecoense) nesta semana tomaram conta do estádio Atanasio Girardot.
Das arquibancadas, a torcida gritava "Vamos, vamos Chape!". Também foram vistas diversas homenagens em cartazes. "Campeões do céu" e "Futebol não tem fronteiras. Força famílias e povo Chapecoense".

Camiseta con la insignia de Chapecoense para enfrentar a Millonarios esta noche. ¡Vamos Nacional!
Torcedores colombianos também estenderam uma faixa escrito: "Chegaram como nossos rivais, se foram como nossos heróis".
Mandante, o Atlético Nacional entrou em campo com seu uniforme alternativo, preto, e o escudo da Chapecoense ao lado do emblema do time.
O Atlético Nacional abriu o placar aos 40 do primeiro tempo, com Guerra. O gol da classificação veio aos 43 da etapa final, marcado por Diáz.
Ainda sobrou tempo para Nieto, nos acréscimos, fazer o terceiro gol.
Na semifinal do Torneo Finalizacion, o Atlético Nacional irá enfrentar o Independiente Santa Fé.
Fonte: ESPN
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“Vamos fazer em menos tempo, não se preocupe”, disse sócio da LaMia

Aeronave da Lamia que levava a delegação da Chapecoense até Medellín, na Colômbia (Foto: Reprodução/Twitter)

Por Lilian Moraes

Há quatro dias da tragédia que culminou na morte de 71 pessoas em Medellín, os indícios de que tudo poderia ser evitado começam a aparecer. De acordo com Douglas Machado, especialista em investigações de acidentes aéreos, o ocorrido teria outro desfecho se a empresa tivesse optado por realizar uma parada no Aeroporto de Bogotá para abastecer o avião. O que representaria um custo extra de R$ 10 mil. No entanto, segundo o Coronel Douglas, a escala em Bogotá que fica a 300km de Medellín, causaria um atraso de uma hora no horário estimado para a chegada da delegação.

– Na tentativa de agradar o cliente [o clube de futebol] provavelmente o piloto optou por chegar rápido ao destino, mas a partir de um risco desnecessário –relatou Machado, em entrevista à Folha.

No dia 30, um dia depois do acidente, o Secretário de Segurança Aérea da Colômbia, Freddy Bonilla, declarou que a LaMia apresentou um plano de voo diferente do que seguiu na noite da tragédia. De acordo com Bonilla, o documento chancelado pelos órgãos bolivianos relatava que o avião sairia de Cobija, na Bolívia com destino a Medellín. A distância entre Cobija e Medellín é de 2065km, o que se adaptaria à autonomia do avião, que de aproximadamente 3000km, porém, o voo partiu de Santa Cruz de La Sierra, localizada cerca de 300km da capital Colombiana.

Para esclarecer: Plano de voo é um documento exigido para que todas as companhias aéreas possam realizar uma decolagem. Nele, são repassadas informações como rota, altitude e autonomia do avião.
A autonomia de uma aeronave nada mais é do que o tempo estimado que ela pode voar sem precisar reabastecer.

Plano de voo e suas contradições

Aprovado por volta das 18h30m (hora de Brasília) da segunda-feira, o documento declarava que o tempo calculado para o voo entre Santa Cruz de La Sierra e Rio Negro – região metropolitana de Medellín – seria de 4 horas e 22 minutos, exatamente o mesmo tempo de autonomia da aeronave.


O plano de voo apresentado pela companhia aérea foi feito pelo também piloto brasileiro Miguel Quiroga, sócio da empresa. Na descrição do documento fica evidente de que não havia intenção de fazer alguma pausa para abastecimento (o que fica claro no campo origem/destino) e também, que a empresa sabia desde o começo que o tempo estimado para chegar em Rio Negro, não seria o suficiente para a autonomia do avião. O que se comprova na descrição do documento, onde as informações do tempo de voo e de autonomia do avião são as mesmas: 4 horas e 22 minutos.


Imagem mostra detalhes do plano de voo da aeronave. | Foto: Diário Catarinense 

Um outro registro mostra que Celia Castedo Monasterio, funcionária da AASANA, alertou Quiroga sobre os tempos (de autonomia e voo) iguais. No entanto, o piloto respondeu
– Não, senhora Celia, essa autonomia me passaram, é suficiente. Assim, não apresento mais nada. Vamos fazer em menos tempo, não se preocupe. É assim, fique tranquila, está bem. –
 O Departamento de Aviação Civil é o único órgão com autoridade para impedir a realização do voo, ou seja, Celia nada poderia fazer.

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